Ninguém quer ser o Amor de um Psicopata
Sabe hoje é um daqueles dias que o tédio está tão empossado dentro de meu corpo, que tudo me irrita tudo me chateia nada tem sentido e tudo faz sentido, é algo bem, mas bem, muito incoerente mesmo, e somente entende tal emoção quem a sente.
Às vezes, penso que sou um monstro. Dizem por aí que as pessoas fazem bem em nossas vidas, mas meu Deus que bem é esse que nos tolhe nos deprime e nos deixa no chão. Se isso for o Bem então começo a preferir o Mal. Afinal de contas podemos saber ou prever o mal, mas podemos prever o bem, a resposta é não, não podemos. E o que vem a ser o bem... Às vezes, fico tão irritada com o outro que desejo sinceramente que nossos corpos pudesse se reconstituir... Ah seria tão bom... Na hora da raiva eu poderia retalhar o outro... Aos poucos, bem devagar, me deliciar com tal ato e depois de reconstituído poderia fazer tudo de novo... Mas Deus Nosso Criador não deseja isso e melhor, Ele e somente Ele sabe que todos nós seres humanos covardes e débeis, sonhamos em retalhar pessoas vivas, mordê-las ou quem sabe mais fazer o quê... Mas enfim alguém muito sábio no passado, disse que o inferno está no Outro. Concordo plenamente nisso e pelo jeito no outro que nos ama. É digo sempre ás pessoas próximas ninguém quer ser o amor do psicopata. Mas se formos analisar friamente, qual é a diferença do psicopata ou de um amor de um ente querido, um namorado, marido ou esposa ou namorada, todos vão retalhando nossos melhores sentimentos, nossas melhores emoções, nossas melhores esperanças e vão nos roubando nossa beleza, nossa juventude, nossas vidas. A diferença é que poucos sobrevivem ao ataque de um, ao contrario dos outros casos que são atacados e não percebe o frio e meditado ataque. E que diacho de amor é esse que pagamos preço tão cruel. E que inferno sermos mais tolhidos no nosso mais profundo e profano Eu, se é isso que ainda nos mantém vivos em busca de uma melhor evolução, porque então guardá-los, trancafiá-los ou pior esquecê-los. Mas não, não esquecemos, pelo contrario, ele vai crescendo, aumentando, e quando solto aí é um Deus nos acuda. E ninguém mais segura. E o pior é quando despertamos para esse autoconhecimento: primeiro ficamos assustados, depois entramos em pânico e por fim, só no final depois de tanto sofrer, descobrimos que aquilo é o que somos. E será que todos, sem exceção, não são seres profanos, criaturas das sombras, ou simples sugadores, sugadores não de sangue, mas de vida, de alegrias, de prazeres. Sim, chego à triste e melancólica conclusão, que sim somos sim, e que se ainda não fomos ou não tivemos vitimas, seremos e formaremos novas vitimas. E assim a vida se segue nesse inferno que é amar, sofrer, perdoar, aceitar e se anular, anular diante de ti mesmo. È realmente o inferno é o outro porque somente o outro nos aprisiona com um sorriso, um pedido, um apelo ou quem sabe se tornando o nosso vicio. Único vício que nos leva, carrega, nos direciona ao empíreo e depois nos joga e esquece no precipício.
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É realmente algo a se pensar não concorda com a autora aqui??
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