Terceira – Parte
Até que... Não mais nos separe.
E eu, o Senhor Perfeito, estava ali abraçando finalmente o corpo do ser amado. Dando o meu primeiro beijo depois de tanto tempo. E aquele era igual a todos os outros primeiros beijos, a única coisa que mudava era o local. A sensação, o meu desejo e a minha satisfação eram sempre as mesmas. E tal sentimento em meu corpo funcionava como um remédio, uma droga, que em tempos em tempos, eu o Senhor Perfeito tinha que tomar em doses cavalares como bem posso assim definir já que imenso, enorme, grandioso era o meu prazer e a minha alegria.
Eu a beijava e abraçava com sofreguidão e ela como sempre me correspondia. Correspondia ao meu beijo, ao meu desejo, ao meu amor. O nosso primeiro beijo foi longo o bastante para fica gravado, marcado em meu corpo, por toda a minha eternidade, a minha imortalidade.
Nós nos olhamos demoradamente um para outro, ela a minha amada fascinada por minha beleza e condição, e eu encantado, agraciado e agradecido por finalmente Deus aceitar novamente que eu entrasse mais uma vez na sua vida e que desse momento em diante eu pudesse amá-la, adorá-la ou quem sabe.....
Ela acariciou meu rosto e suas mãos macias e quentes tremulavam ao me tocar. Sentamos ali no chão, um perto do outro e nos abraçamos. Nossas cabeças ficaram por um bom tempo encostadas um no ombro do outro. Ah! Como era dadivoso poder senti-la novamente. Quanto sofrimento, desespero, angústia e dor por esperá-la por tantos anos.
Novamente eu era e me sentia inteiro. O monstro agora daria lugar ao cavalheiro. Novamente eu me sentia completo e equilibrado. Não mais sentia que faltava algo. Eu estava novamente reconstituído. E agora pra mim era só felicidade ou .. infelicidade... Isso eu não podia prever... Agora somente Deus é quem sabia por quanto tempo..... E a imensa alegria que estava sentindo deu espaço a uma leve melancolia e tive medo de perdê-la.
Ficamos um bom tempo abraçados e em silêncio. Sim, em silêncio, pois palavra nenhuma poderia expressar o que eu estava sentindo. Para isso acontecer teria que acontecer o mesmo que acontecia comigo com outro, e eu em todo esse tempo, somente conhecia um desgraçado, um amaldiçoado, um infeliz, e esse era eu, justamente o Senhor Perfeito. O mais belo, o mais charmoso e o melhor líder, e em épocas e épocas o mais violento, o mais duro, o mais cruel.
Era eu que tivera a má sorte de me apaixonar por um anjo terreno e com essa paixão imorredoura, eu me tornei um amaldiçoado, um desgraçado na vida, se é que isso pode ser vida, e em tempos em tempos eu perdia o meu único amor pra Deus, pra Morte e isso iria acontecer até que....
Mas eu não queria pensar nisso, não, não mais. Eu somente queria ficar junto dela, abraçado, agarrado ao seu corpo, sentindo o seu cheiro e ouvindo o seu coração e sangue pulsar. Ah! Como isso era bom. Não havia mais nada que me desse tanto prazer e nada que me acalmava tanto.
Tudo agora me parecia perfeito. Eu estava com minha amada ali abraçada a mim, e eu podia me declarar, beijar e sentir e doar todo o meu amor há tanto tempo guardado, escondido, trancado. Mas como sempre existe algo pra estragar....
E então ouço vozes de outros vampiros, que se aproximavam rapidamente da casa. Um grupo estava se aproximando e não sei quais idiotas estavam pensando em atacar a casa. Raciocinei não mais como homem apaixonado, mas sim como líder que era e amaldiçoando e xingando em minha mente e prometendo lhes castigo, os vampiros burros e tolos o bastante para querer atacar seres humanos e pior, o que mais me irritara, me tirara a atenção do ser amado, fora eles não sentirem a minha presença, fiquei tão irritado que eu já estava prestes a me tornar o que realmente era, um monstro, um predador e o pior de todos eles. Foi sentir novamente as mãos de minha amada apertarem minha cintura e ouvir sua voz doce dizer algumas poucas palavras de amor, que me fez ficar mais calmo e parar o meu aborrecimento e reiterar o meu pensamento e com a continuada aproximação do grupo só pude então decifrar a intenção de que eles estavam vindo atrás de mim.
Eu levantei em busca da janela super rapido e já estava quase fora quando me dei por conta de que a minha querida era humana, apenas e nada mais que uma mulher humana. Eu me virei e a olhei e lá estava ela com seus braços ainda caídos ao lado do corpo e sua fisionomia assustada por minha rapidez. Ela recobrou os seus sentidos e com sua voz amável disse olhando para a janela atrás de mim: _ Perdão meu querido.
Agora fora eu que fiquei estático. Eu que devia pedir perdão. Eu era o monstro. Era eu que devia mil desculpas por não ser humano. E voltando pra ela, beijei-a e peguei- a no colo e saí em busca do maldito ou bendito grupo, não sabia ao certo. Ser vampiro era ótimo pra isso, carregávamos nossas amadas como se carrega brinquedos. Encontrei o bando em segundos.
Foi o líder do bando quem primeiro me cumprimentou:
_ Boa Noite Chefe.
Reconheci aquela voz feminina na hora. Era Desirree, a minha belissima Amante!
Eu coloquei minha amada no chão logo atrás de mim e disse alto ainda olhando pra minha querida: _ Desirree eu estou ótimo, feliz e agora quero que vocês vão embora. Sumam daqui. Senão vocês já sabem o que os esperam. Alguns nem terminaram de ouvir e foram imediatamente embora. Outros tolos e apaixonados por Desirree ficaram.
Eu então percebendo que como eu -eles fariam tudo por ela- continuei meu pequeno discurso: _ Desirree por respeito ao que já passamos juntos; à minha futura mulher e a minha felicidade e também em gratidão de você ter sido e ser importante pra mim, eu não vou fazer nada com nenhum de vocês. Mas agora vão. Deixem-me a sós agora.
Desirree não aceitou minhas palavras e perguntou com voz de zombaria: _ Então Chefe é esse ser Patético atrás de você que é a sua amada??? A sua amada imortal??? É Chefe vejo que precisas ou de óculos ou então um bom exame de cabeça. Ela nem lembra uma mulher quanto mais uma vampira. É por esse ser ínfimo que você sofre e sofreu tanto???
Percebi que a minha amada observou Desirree dos pés a cabeça e ficou boquiaberta assustada. Lógico se não ficasse seria um milagre. Desirree era uma ruiva Belíssima, selvagem, natural e se eu não fosse Louco por minha mulher, Ela poderia muito bem ser a minha mulher, a minha companheira e minha Rainha. Mas o caso não era esse... A minha mulher era muito mais bela que Desirree. E eu sabia perfeitamente disso como sabia, pois milhões e milhoes de vezes eu rezei, implorei pro Maldito Criador mandar, reencarnar a minha amada feia, quem sabe assim teria uma chance... Mas não Deus a reencarnava, a enviava cada vez mais bela, mais feminina e mais atrativa. Tudo nela fascinava os homens. E eu como ninguém conhecera ela em todas essas benditas vidas e eu somente eu podia dizer como ninguém o quanto a minha mulher era especial. O quanto ela havia evoluído como ser espiritual e pessoa. Sim ela era muito especial, por isso Deus sempre a tirava de mim. À minha mulher somente faltava uma coisa, uma condição, uma ... E essa era a minha esperança.
_ Desirree vá conversamos outra hora.
_ Chefe, Venha. Volte comigo. Eu vim te buscar. Volte pra mim, para o seu reino, para o seu povo.
_ Desirree você não vai me tirar do sério na frente da minha mulher. Não vou assustá-la. Não quero isso jamais.
E a bela ruiva não gostou nem um pouco da minha performance de homem apaixonado e se aproximando rápido disse com sua voz amável: _ E se eu a matar, Chefe??
Ao ouvir tais palavras eu a ataquei e peguei a minha bela ruiva, pelo pescoço e a suspendi no ar. Eu olhei a linda mulher em minha mão,e pensei seria tão fácil destruí-la e então lembrei de que a minha mulher, a minha querida estava vendo tal cena. Eu me virei e olhei para o rosto de minha amada e os seus olhos voltaram a lacrimejar. Eu fiquei atordoado com tal sofrimento e soltei Desirree e deslizei para abraçar a minha amada. Não eu não queria o seu sofrimento. Eu abracei-a e disse que eu não iria fazer nada demais e que Desirree apenas estava com ciúmes, por eu ter escolhido você e não ela, a rainha da beleza e selvageria.
Ela enxugou seus olhos em minha camisa e me abraçou e pela primeira vez em tanto tempo ela disse com sua voz triste: _ È porque eu não sou uma vampira como você e ela são.
Respondi afirmativamente com a cabeça e com minha mão segurando o seu queixo eu levantei sua cabeça e a beijei novamente.
E ao terminar de beijá-la e me afastar sorrindo ela disse também pela primeira vez em tanto tempo com sua voz firme, decidida: _ Eu posso ser, não posso???
Eu não acreditei no que eu ouvi. Depois de tanta e tanta dor, tanto sofrimento meu e das vitimas, depois de tantos e tantos anos, eu estava ali diante do que eu mais queria e ouvindo também o que até ali mais havia doído por todo esse tempo. Ela estava ali querendo a mesma condição que eu nascera. Deus, Diabos era isso. Eu sempre e somente precisei de outra mulher, de outra concorrente para o meu pobre coração de ser estúpido e apaixonado, e então num passe de mágica e ciúmes, eu ganharia a dádiva e a permissão de minha escolhida, de minha amada.
Mas espere pensei ela ainda não escolheu e meu sorriso ficou triste novamente e com minha costumeira voz de angústia perguntei: _ Terias minha amada coragem e disposição de ser como eu sou??? Quer realmente ser, se tornar uma vampira, um ser imortal e como dizem amaldiçoado desgraçado na vida ou na morte, sei lá eu???
Eu não podia ter a resposta ainda, eu não a queria ainda, não estava pronto, e então como apaixonado, enamorado que era por ela apenas a beijei e beijei e por mim ficaria ali sempre e grudado a sua boca, sua bela e carnuda boca. Ao menos enquanto eu a beijava e a abraçava eu podia manter as minhas esperanças acesas...
Mas eu não podia ficar ali somente a beijando por mais que eu quisesse, e então eu terminei o meu beijo já perguntando se ela queria conhecer primeiro o meu mundo, e como era natural a se pensar ela perguntou e as crianças?
E eu ingenuamente: _ Deixemos - as dormindo.
Ela ficou uma fera na hora, se afastou de mim e saiu sozinha em direção a velha casa.
Eu fiquei ali sozinho pensando com raiva de mim mesmo, eu devo ser um idiota. Homem apaixonado só diz e faz besteira mesmo e eu também devo ser o líder desta categoria. Categoria dos tolos apaixonados. E recobrando meus sentidos deslizei e peguei- a pela cintura e disse com minha voz rouca: _ Levemos as crianças, minha querida.
Ela olhou pra mim e disse com sua voz baixairritada: _ Como?? E eu com o jeito mais tranqüilo que pude e voz jovial respondi: _ De carro ora essa. Levemos para a sua família e depois você minha querida vem comigo. E olhando em seus olhos disse com um belo sorriso sensual e voz rouca, e a abraçando por trás de propósito: _ Você aceita ficar comigo?? Vir comigo?? Ser a minha mulher, minha única mulher??
Ela olhou para o meu rosto, fascinada, hipnotizada por tais palavras e por minha sensualidade e eu sorrindo maliciosamente, pois adorava isso em ser vampiro, ela então balançou sua cabeça afirmativamente, quase desfalecendo sem ar.
Ela se virou e me abraçou e sua cabeça ficou encostada em meu peito másculo. Ah! Como essa sensação era boa, era ótima, era gratificante até senti-la. Voltamos pra casa, colocamos as duas crianças no carro e saímos em direção à casa de seus pais. A minha querida já era adulta e não precisava mais ficar dando satisfações da sua vida, e isso era ótimo pra mim, porque de agora em diante, daquela noite em diante, ela seria minha e quem sabe...
Tudo correu como pensávamos e queríamos. Ninguém perguntou ou quis saber de nada. Ótimo pra mim. Bom pra minha mulher. Saímos a pé. Sem nada. Um abraçado ao outro. Juntos. Entramos em uma estrada deserta e eu a peguei no colo e em pouquíssimo tempo, eu estava em minha fortaleza, meu palácio, em meu trono com a tão sonhada, desejada mulher sentada no meu colo. E ela somente tinha olhos pra mim e nada mais. Ela nem mais se assustava. E eu estava ali sentado no lugar de direito com a minha amada imortal no colo, sentindo seu corpo, seu gosto, seu desejo.
E eu era novamente o Senhor Perfeito com sua Amada imortal esperando a tão sonhada resposta. E fui eu que não me esquecendo disso, sussurrei em seu ouvido e disse sei lá por quantas vezes já o fizera, já tinha a muito perdido as contas.
_ Eu a amo minha amada imortal.
E ela embevecida por tais palavras disse a mim com sua voz amável enfatizando todas as letras: _ E eu o amo meu amado imortal. E sim eu quero ser e viver com você sempre, pra sempre e Me Faça a Sua Mulher, sua Vampira, Sua Rainha.
E eu agradecendo mentalmente a Deus o meu presente, eu a beijei no pescoço e a mordi. Sim a mordi e assim finalmente a fiz Minha mulher, Minha Vampira e Minha Amada agora Imortal.
Por VIVIAN SOUZA.
Até que... Não mais nos separe.
E eu, o Senhor Perfeito, estava ali abraçando finalmente o corpo do ser amado. Dando o meu primeiro beijo depois de tanto tempo. E aquele era igual a todos os outros primeiros beijos, a única coisa que mudava era o local. A sensação, o meu desejo e a minha satisfação eram sempre as mesmas. E tal sentimento em meu corpo funcionava como um remédio, uma droga, que em tempos em tempos, eu o Senhor Perfeito tinha que tomar em doses cavalares como bem posso assim definir já que imenso, enorme, grandioso era o meu prazer e a minha alegria.
Eu a beijava e abraçava com sofreguidão e ela como sempre me correspondia. Correspondia ao meu beijo, ao meu desejo, ao meu amor. O nosso primeiro beijo foi longo o bastante para fica gravado, marcado em meu corpo, por toda a minha eternidade, a minha imortalidade.
Nós nos olhamos demoradamente um para outro, ela a minha amada fascinada por minha beleza e condição, e eu encantado, agraciado e agradecido por finalmente Deus aceitar novamente que eu entrasse mais uma vez na sua vida e que desse momento em diante eu pudesse amá-la, adorá-la ou quem sabe.....
Ela acariciou meu rosto e suas mãos macias e quentes tremulavam ao me tocar. Sentamos ali no chão, um perto do outro e nos abraçamos. Nossas cabeças ficaram por um bom tempo encostadas um no ombro do outro. Ah! Como era dadivoso poder senti-la novamente. Quanto sofrimento, desespero, angústia e dor por esperá-la por tantos anos.
Novamente eu era e me sentia inteiro. O monstro agora daria lugar ao cavalheiro. Novamente eu me sentia completo e equilibrado. Não mais sentia que faltava algo. Eu estava novamente reconstituído. E agora pra mim era só felicidade ou .. infelicidade... Isso eu não podia prever... Agora somente Deus é quem sabia por quanto tempo..... E a imensa alegria que estava sentindo deu espaço a uma leve melancolia e tive medo de perdê-la.
Ficamos um bom tempo abraçados e em silêncio. Sim, em silêncio, pois palavra nenhuma poderia expressar o que eu estava sentindo. Para isso acontecer teria que acontecer o mesmo que acontecia comigo com outro, e eu em todo esse tempo, somente conhecia um desgraçado, um amaldiçoado, um infeliz, e esse era eu, justamente o Senhor Perfeito. O mais belo, o mais charmoso e o melhor líder, e em épocas e épocas o mais violento, o mais duro, o mais cruel.
Era eu que tivera a má sorte de me apaixonar por um anjo terreno e com essa paixão imorredoura, eu me tornei um amaldiçoado, um desgraçado na vida, se é que isso pode ser vida, e em tempos em tempos eu perdia o meu único amor pra Deus, pra Morte e isso iria acontecer até que....
Mas eu não queria pensar nisso, não, não mais. Eu somente queria ficar junto dela, abraçado, agarrado ao seu corpo, sentindo o seu cheiro e ouvindo o seu coração e sangue pulsar. Ah! Como isso era bom. Não havia mais nada que me desse tanto prazer e nada que me acalmava tanto.
Tudo agora me parecia perfeito. Eu estava com minha amada ali abraçada a mim, e eu podia me declarar, beijar e sentir e doar todo o meu amor há tanto tempo guardado, escondido, trancado. Mas como sempre existe algo pra estragar....
E então ouço vozes de outros vampiros, que se aproximavam rapidamente da casa. Um grupo estava se aproximando e não sei quais idiotas estavam pensando em atacar a casa. Raciocinei não mais como homem apaixonado, mas sim como líder que era e amaldiçoando e xingando em minha mente e prometendo lhes castigo, os vampiros burros e tolos o bastante para querer atacar seres humanos e pior, o que mais me irritara, me tirara a atenção do ser amado, fora eles não sentirem a minha presença, fiquei tão irritado que eu já estava prestes a me tornar o que realmente era, um monstro, um predador e o pior de todos eles. Foi sentir novamente as mãos de minha amada apertarem minha cintura e ouvir sua voz doce dizer algumas poucas palavras de amor, que me fez ficar mais calmo e parar o meu aborrecimento e reiterar o meu pensamento e com a continuada aproximação do grupo só pude então decifrar a intenção de que eles estavam vindo atrás de mim.
Eu levantei em busca da janela super rapido e já estava quase fora quando me dei por conta de que a minha querida era humana, apenas e nada mais que uma mulher humana. Eu me virei e a olhei e lá estava ela com seus braços ainda caídos ao lado do corpo e sua fisionomia assustada por minha rapidez. Ela recobrou os seus sentidos e com sua voz amável disse olhando para a janela atrás de mim: _ Perdão meu querido.
Agora fora eu que fiquei estático. Eu que devia pedir perdão. Eu era o monstro. Era eu que devia mil desculpas por não ser humano. E voltando pra ela, beijei-a e peguei- a no colo e saí em busca do maldito ou bendito grupo, não sabia ao certo. Ser vampiro era ótimo pra isso, carregávamos nossas amadas como se carrega brinquedos. Encontrei o bando em segundos.
Foi o líder do bando quem primeiro me cumprimentou:
_ Boa Noite Chefe.
Reconheci aquela voz feminina na hora. Era Desirree, a minha belissima Amante!
Eu coloquei minha amada no chão logo atrás de mim e disse alto ainda olhando pra minha querida: _ Desirree eu estou ótimo, feliz e agora quero que vocês vão embora. Sumam daqui. Senão vocês já sabem o que os esperam. Alguns nem terminaram de ouvir e foram imediatamente embora. Outros tolos e apaixonados por Desirree ficaram.
Eu então percebendo que como eu -eles fariam tudo por ela- continuei meu pequeno discurso: _ Desirree por respeito ao que já passamos juntos; à minha futura mulher e a minha felicidade e também em gratidão de você ter sido e ser importante pra mim, eu não vou fazer nada com nenhum de vocês. Mas agora vão. Deixem-me a sós agora.
Desirree não aceitou minhas palavras e perguntou com voz de zombaria: _ Então Chefe é esse ser Patético atrás de você que é a sua amada??? A sua amada imortal??? É Chefe vejo que precisas ou de óculos ou então um bom exame de cabeça. Ela nem lembra uma mulher quanto mais uma vampira. É por esse ser ínfimo que você sofre e sofreu tanto???
Percebi que a minha amada observou Desirree dos pés a cabeça e ficou boquiaberta assustada. Lógico se não ficasse seria um milagre. Desirree era uma ruiva Belíssima, selvagem, natural e se eu não fosse Louco por minha mulher, Ela poderia muito bem ser a minha mulher, a minha companheira e minha Rainha. Mas o caso não era esse... A minha mulher era muito mais bela que Desirree. E eu sabia perfeitamente disso como sabia, pois milhões e milhoes de vezes eu rezei, implorei pro Maldito Criador mandar, reencarnar a minha amada feia, quem sabe assim teria uma chance... Mas não Deus a reencarnava, a enviava cada vez mais bela, mais feminina e mais atrativa. Tudo nela fascinava os homens. E eu como ninguém conhecera ela em todas essas benditas vidas e eu somente eu podia dizer como ninguém o quanto a minha mulher era especial. O quanto ela havia evoluído como ser espiritual e pessoa. Sim ela era muito especial, por isso Deus sempre a tirava de mim. À minha mulher somente faltava uma coisa, uma condição, uma ... E essa era a minha esperança.
_ Desirree vá conversamos outra hora.
_ Chefe, Venha. Volte comigo. Eu vim te buscar. Volte pra mim, para o seu reino, para o seu povo.
_ Desirree você não vai me tirar do sério na frente da minha mulher. Não vou assustá-la. Não quero isso jamais.
E a bela ruiva não gostou nem um pouco da minha performance de homem apaixonado e se aproximando rápido disse com sua voz amável: _ E se eu a matar, Chefe??
Ao ouvir tais palavras eu a ataquei e peguei a minha bela ruiva, pelo pescoço e a suspendi no ar. Eu olhei a linda mulher em minha mão,e pensei seria tão fácil destruí-la e então lembrei de que a minha mulher, a minha querida estava vendo tal cena. Eu me virei e olhei para o rosto de minha amada e os seus olhos voltaram a lacrimejar. Eu fiquei atordoado com tal sofrimento e soltei Desirree e deslizei para abraçar a minha amada. Não eu não queria o seu sofrimento. Eu abracei-a e disse que eu não iria fazer nada demais e que Desirree apenas estava com ciúmes, por eu ter escolhido você e não ela, a rainha da beleza e selvageria.
Ela enxugou seus olhos em minha camisa e me abraçou e pela primeira vez em tanto tempo ela disse com sua voz triste: _ È porque eu não sou uma vampira como você e ela são.
Respondi afirmativamente com a cabeça e com minha mão segurando o seu queixo eu levantei sua cabeça e a beijei novamente.
E ao terminar de beijá-la e me afastar sorrindo ela disse também pela primeira vez em tanto tempo com sua voz firme, decidida: _ Eu posso ser, não posso???
Eu não acreditei no que eu ouvi. Depois de tanta e tanta dor, tanto sofrimento meu e das vitimas, depois de tantos e tantos anos, eu estava ali diante do que eu mais queria e ouvindo também o que até ali mais havia doído por todo esse tempo. Ela estava ali querendo a mesma condição que eu nascera. Deus, Diabos era isso. Eu sempre e somente precisei de outra mulher, de outra concorrente para o meu pobre coração de ser estúpido e apaixonado, e então num passe de mágica e ciúmes, eu ganharia a dádiva e a permissão de minha escolhida, de minha amada.
Mas espere pensei ela ainda não escolheu e meu sorriso ficou triste novamente e com minha costumeira voz de angústia perguntei: _ Terias minha amada coragem e disposição de ser como eu sou??? Quer realmente ser, se tornar uma vampira, um ser imortal e como dizem amaldiçoado desgraçado na vida ou na morte, sei lá eu???
Eu não podia ter a resposta ainda, eu não a queria ainda, não estava pronto, e então como apaixonado, enamorado que era por ela apenas a beijei e beijei e por mim ficaria ali sempre e grudado a sua boca, sua bela e carnuda boca. Ao menos enquanto eu a beijava e a abraçava eu podia manter as minhas esperanças acesas...
Mas eu não podia ficar ali somente a beijando por mais que eu quisesse, e então eu terminei o meu beijo já perguntando se ela queria conhecer primeiro o meu mundo, e como era natural a se pensar ela perguntou e as crianças?
E eu ingenuamente: _ Deixemos - as dormindo.
Ela ficou uma fera na hora, se afastou de mim e saiu sozinha em direção a velha casa.
Eu fiquei ali sozinho pensando com raiva de mim mesmo, eu devo ser um idiota. Homem apaixonado só diz e faz besteira mesmo e eu também devo ser o líder desta categoria. Categoria dos tolos apaixonados. E recobrando meus sentidos deslizei e peguei- a pela cintura e disse com minha voz rouca: _ Levemos as crianças, minha querida.
Ela olhou pra mim e disse com sua voz baixairritada: _ Como?? E eu com o jeito mais tranqüilo que pude e voz jovial respondi: _ De carro ora essa. Levemos para a sua família e depois você minha querida vem comigo. E olhando em seus olhos disse com um belo sorriso sensual e voz rouca, e a abraçando por trás de propósito: _ Você aceita ficar comigo?? Vir comigo?? Ser a minha mulher, minha única mulher??
Ela olhou para o meu rosto, fascinada, hipnotizada por tais palavras e por minha sensualidade e eu sorrindo maliciosamente, pois adorava isso em ser vampiro, ela então balançou sua cabeça afirmativamente, quase desfalecendo sem ar.
Ela se virou e me abraçou e sua cabeça ficou encostada em meu peito másculo. Ah! Como essa sensação era boa, era ótima, era gratificante até senti-la. Voltamos pra casa, colocamos as duas crianças no carro e saímos em direção à casa de seus pais. A minha querida já era adulta e não precisava mais ficar dando satisfações da sua vida, e isso era ótimo pra mim, porque de agora em diante, daquela noite em diante, ela seria minha e quem sabe...
Tudo correu como pensávamos e queríamos. Ninguém perguntou ou quis saber de nada. Ótimo pra mim. Bom pra minha mulher. Saímos a pé. Sem nada. Um abraçado ao outro. Juntos. Entramos em uma estrada deserta e eu a peguei no colo e em pouquíssimo tempo, eu estava em minha fortaleza, meu palácio, em meu trono com a tão sonhada, desejada mulher sentada no meu colo. E ela somente tinha olhos pra mim e nada mais. Ela nem mais se assustava. E eu estava ali sentado no lugar de direito com a minha amada imortal no colo, sentindo seu corpo, seu gosto, seu desejo.
E eu era novamente o Senhor Perfeito com sua Amada imortal esperando a tão sonhada resposta. E fui eu que não me esquecendo disso, sussurrei em seu ouvido e disse sei lá por quantas vezes já o fizera, já tinha a muito perdido as contas.
_ Eu a amo minha amada imortal.
E ela embevecida por tais palavras disse a mim com sua voz amável enfatizando todas as letras: _ E eu o amo meu amado imortal. E sim eu quero ser e viver com você sempre, pra sempre e Me Faça a Sua Mulher, sua Vampira, Sua Rainha.
E eu agradecendo mentalmente a Deus o meu presente, eu a beijei no pescoço e a mordi. Sim a mordi e assim finalmente a fiz Minha mulher, Minha Vampira e Minha Amada agora Imortal.
Por VIVIAN SOUZA.


adoro
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