Um Leitor.
Estava eu ontem á tarde assistindo o filme O leitor, quando algo despertou em mim, no meu interior, no meu mais profundo e profano íntimo e senti uma saudade imensa e só aí me dei conta, que eu sempre quis, vou querer e buscar um Leitor, seja ele por qual meio for. Explico o motivo meu caro, minha cara. Eu tenho e sempre tive o meu espírito, a minha mente livres, aéreos, sonhadores, acessíveis, francos, abertos, e o meu direito e dever do meu corpo de amar, respeitar, apaixonar-se, entusiasmar-se, sonhar creio eu, que também sejam livres, soltos e perdidos ou encontrados ou despertos no tempo e no espaço,e na minha realidade. Esse é o meu desejo, esse é o meu alento,e para quem eu me deixo conhecer, isso torna-se algo mais que evidente, descarado, explícito. Não digo caro leitor que deva ser algo libertino, pornográfico ou sexual, eu digo que deva ser livre, mas uma liberdade de consciências, de mentes, de corpos e de ideais. Sim, de ideais. E outra Minha Alma Literata anseia por leitores. Sim, isso mesmo, Leitores, seres do sexo oposto que também busquem e queiram em mim a sua Musa, a sua Tormenta, a sua Fraulein, a sua Professora e sua inspiração para melhorar,gratificar suas horas, os seus dias, os seus atos, os seus desejos, os seus sonhos. Que me esquadrinhem e compartilhem de mim e de meu belo corpo e de minhas belas e calientes palavras, de meus complexos e díspares pensamentos, do meu jeito e do meu tormento, da minha sensualidade, do meu carinho e do meu entusiasmo, tão necessários para se viver bem e utilmente o nosso dia. Quero, desejo que se sintam vivos. E livres. E estáticos. A liberdade está na mente não em corpos. O meu corpo neste momento está parado, sentado, pesado e minha mente sagaz e veloz já percorreu e correu os meus leitores amigos, vamos dizer assim. Já os viu e se fascinou em cada nuance, em cada detalhe, em cada característica, qualidade ou defeito que os admiro e respeito, como seres, como pessoas e como homens. Sim, eu assumo gosto de homes. Não pelo sexo, mas por sua coragem e ambição de ser livres, de serem autênticos, de serem másculos, de serem racionais ou irracionais quando algo lhes fere ou machuca. De dizer não na hora e momentos certos, de serem frios ou certeiros quando querem. De saber quando chegar, se aproximar ou se retirar. De saberem amar e discernir amor de sexo. Gosto por serem leais e fiéis aos seus estilos de vida e não deixar que nada ou ninguém os governe, os limite. Gosto e os respeito pela sinceridade de amar, de transar ou de trepar conforme quer, com qual seja a mulher, e conseguir discernir a sua amada, de tais papéis e ainda assim se sentirem fiéis. E quanto à sua sensação, à sua liberdade de amar, me pergunto qual será o modo verdadeiro de amar, qual será o verdadeiro amor que devemos ofertar ou dispensar ao outro, ao próximo. E também me questiono até onde e quando podemos nos considerar amados, queridos ou respeitados. Acredito que somente saberei quem realmente me ama, ou me amou, se um dia puder ler em suas memórias, em suas faces, ou quem sabe em suas atitudes, o quanto de significados eu pude dar à vida dele ou dela, já que coração é terra em que ninguém pisa e nós nunca sabemos as surpresas do corpo e da vida. Lá. Lá no fim, quando jaz.... saberei e somente lá conseguirei distinguir. Penso ás vezes, se meu marido, e antes meus namorados, só me amam ou amaram enquanto eu não disse Não. Será que eles me amaram ou será que apenas gostaram e gostam do bibelô curvilíneo, amoroso e manso ao lado deles. Mas e se eu fizesse algo errado, algo proibido aos ditames da sociedade, algo que me trouxesse prazer ou satisfação, mas que a eles nada disso trouxesse, nada disso proporcionasse... Será que eles ainda me amariam?... Será que eles ainda me aceitariam na sua vida?... Nem precisamos muito pensar e nem analisar a resposta é não. Categoricamente Não. E ainda me escorraçariam de seus dias, de seus proclamas, de suas vidas e quem sabe de seus corpos. È digo que não,digo e repito que não, porque simplesmente, indubitavelmente e realmente eles não me amam e nunca me amaram, eles e somente eles, teve ou tiveram o privilégio, o gosto e o desgosto, de ter o meu corpo e tudo o de bom e de melhor que lhes pude oferecer, proporcionar e os beneficiar com o meu jeito único e distinto de ser e de amar.
Por VIVIAN SOUZA.
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